PCC: como criminosos usavam fintechs para lavar dinheiro e sonegar bilhões em impostos

  • 28/08/2025
(Foto: Reprodução)
Investigação revela como fintechs lavam dinheiro do PCC no mercado ilegal de combustíveis Os mesmos criminosos que sonegam bilhões de reais em impostos precisam lavar esse dinheiro, dar aparência legal a essa fortuna. E isso foi possível com o tratamento diferenciado que a legislação dá aos bancos e às fintechs. Segundo os investigadores, o PCC usava a fintech BK Bank para operar o dinheiro ilícito e recorria às chamadas contas bolsão. Nesse tipo de conta, a fintech não precisa informar às autoridades o nome dos clientes e os valores que eles movimentam. Nesse tipo de conta, a fintech não precisa informar às autoridades o nome dos clientes e os valores que eles movimentam. Jornal Nacional "A conta bolsão é um problema porque a fintech atua com diversos clientes. Ela tem uma conta porque é totalmente digital, numa instituição financeira, num banco comercial como nós conhecemos, mais tradicional. Essa conta não identifica cada cliente e, ao não identificar cada cliente, torna o percurso do dinheiro mais complexo de ser provado", disse Andrea Chaves, subsecretária de Fiscalização da Receita. O dinheiro dos postos de combustíveis ia direto para essas contas bolsão. "Para vocês terem uma ideia, foi identificado também o uso daquelas maquininhas de pagamento eletrônico. Da maquininha que você vai lá no posto e faz o seu pagamento, vai direto para conta bolsão da fintech", afirmou a superintendente da Receita Federal de São Paulo, Márcia Cecília. De acordo com a Receita Federal, no período de cinco anos, só no BK Bank, os bandidos movimentaram R$ 46 bilhões. A força-tarefa também descobriu que a maior parte do dinheiro era investida em ao menos 40 fundos de investimentos. A maioria dos fundos era administrado pela REAG, uma das maiores gestoras do país, listada, inclusive, na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo a investigação, essas aplicações nos fundos reuniam R$ 30 bilhões. A REAG foi alvo de busca e apreensão. O MP de São Paulo pediu explicações ao Banco Genial, administrador de um fundo que movimentou R$ 100 milhões. Diferentemente das fintechs, os fundos têm a obrigação de informar às autoridades sobre operações financeiras suspeitas. Dados da Receita Federal apontam que, com todo o esquema fraudulento, a organização criminosa sonegou mais de R$ 8 bilhões em impostos. "É um esquema de lavagem de dinheiro que, infelizmente, pode ser utilizado, entre aspas, aqui estaria disponível para quem quisesse utilizar, como sonegador, traficante, enfim, toda sorte de criminosos que pudesse utilizar, quisesse, enfim, infelizmente utilizar esse fundo", destacou Andrei Rodrigues , diretor Geral da PF. Entidades do setor do álcool declararam apoio irrestrito as operações contra a atuação do crime organizado. A REAG Investimentos afirma que atuou como prestadora de serviços de fundos citados na operação e que nunca se envolveu nas atividades econômicas dos clientes. O Banco Genial informou que o fundo suspeito de irregularidades foi estruturado por outros prestadores de serviços e transferido à instituição em 2024, após as devidas diligências. Afirmou também que não recebeu qualquer notificação oficial sobre a investigação. E que, ao tomar conhecimento pela imprensa, renunciou a prestação de serviços ao fundo. A Usina do Grupo Virgolino de Oliveira declarou que está colaborando com as autoridades. O Jornal Nacional não recebeu respostas do BK Bank, do grupo Aster, da Copape, da G8 Log, da Usina Itajobi e da defesa Mohamad Mourad. O Jornal Nacional não localizou a defesa de Roberto Augusto Leme da Silva.

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/08/28/pcc-como-criminosos-usavam-fintechs-para-lavar-dinheiro-e-sonegar-bilhoes-em-impostos.ghtml


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